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RJ – Chatuba de Mesquita levará o enredo “Cortejo aos Reis do Congo” para a Intendente Magalhães em 2022

19 de julho de 2021

Carnaval 2022

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

Desfilando na Intendente Magalhães a Chatuba de Mesquita, para seu próximo desfile, anunciou o enredo “Cortejo aos Reis do Congo”, do carnavalesco Matheus Rodrigues.

Rio de Janeiro – Desfile das escolas de samba do Grupo D do Rio de Janeiro, na Estrada Intendente Magalhães, zona norte da cidade (Vladimir Platonow /Agência Brasil)

SINOPSE DO ENREDO:

Quem sou eu? Eu sou a festividade do povo negro.
Surgiu muitos anos atrás, no reino de Congo, no seio da minha mãe África.
Entre paços, cores, sons e batuques, me fizeram presente na pele negra em grandes cortejos.
Presenciei momentos em que os livros muitas vezes não contam, mas me mantive resistente a tudo e a todos.
Migrei para o outro lado do atlântico, aportando na América, especialmente em Recife, Ali eu vi com o passar do tempo à luta do negro por justiça, por respeito e igualdade.
Passei a viver escondido dentro de engenhos de cana de açúcar e fazendas, mas nos pés da negra eu surgia em meio a seus temperos e sabores a seus senhores.
Quando o sol caía e a lua subia aos céus eu surgia com roupas elegantes, cheias de colares a sons de palmas da mão igualando atabaques.
Um belo dia estava aos pés da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, acompanhei meus irmãos negros em uma grande missa.
Logo depois eu surgi no meio deles, me senti tão feliz, era tão lindo ver o sorriso estampado no rosto de quem sofria tanto por ali.
Saímos cantando, dançando, pulando pelas ruas de Pernambuco. Os olhares pelas janelas não entendiam o porquê da nossa felicidade.
Afinal, somos únicos, somos a força que carrega um país, somos a garra que se ergue e levanta o grito de uma cultura em um novo país.
Após a abolição dos escravos eu tive mais liberdade, em uma grande festa me juntei com outros meus irmãos festeiros vindos da África onde criamos um verdadeiro carnaval de cores e fantasias.
Ganhei outros nomes: Rural, Nação, Baque-Virado, eu sentia que estavam sendo valorizados meus passos, agora eu pertencia a pessoas que me admiravam.
De repente me tornei imortalizado na Cultura Popular Brasileira, ganhei um monumento em minha homenagem. Quando me deparei estava em um grande caldeirão cultural Pernambucano com a Congada, Frevo, Samba de Roda, Afoxé, Catira, Maculelê e o Samba.

Afinal, Eu sou o Maracatu!

Autor da Sinopse: Matheus Rodrigues

Os compositores interessados em participar da disputa para a escolha do samba enredo para seu desfile devem atentar para a data de 18 de setembro, quando deverão entregar o samba gravado em CD e dez cópias da letra da composição.

No carnaval de 2020 a agremiação desfilando na Intendente Magalhães apresentou o enredo “Jacutingas a inspiração. Da minha aldeia ecoa o grito pela preservação” do carnavalesco Alex Carvalho, tendo ficado com a décima segunda colocação.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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